A linguagem dos loucos, por Nando Barbosa

Atualizado: Mai 14



Talvez eu tenha que aprender outra linguagem.

Uma desprendida de palavras, gestos, imagens,

Ainda carregada com a bagagem sentimental

Que aumenta a cada viagem feita Ao mundo das idéias,

Ao mundo das tragédias, Ao fundo da imagética,

Das idas e vindas frenéticas

Que me transformam num turista.

Pelos antigos, sofista Desprovido de caráter,

Dito como criador de falsa arte.

Falso? Não existe nada mais belo e moral

Que um sofista carregado de tanto teor emocional

Contraditório a qualquer filósofo que dizia-se especial.

Preocupados com a república perfeita,

Ignoravam a complexidade do que a mente é feita.

Emoções advindas da própria realidade

E não mera cópia desprovida de originalidade.

Fruto direto, reflexo do próprio universo intangível.

Como consequência, a loucura.

Então, dita desprezível.



Conheça Nando Barbosa


Nando Barbosa é um artista nato e multifacetado. Ele escreve poemas filosóficos, canta versos, interpreta e produz seu conteúdo. As palavras são o combustível de sua arte.


Redes sociais


Poesias

@seu_barbosa.nb


Histórias

https://www.wattpad.com/user/DavidKonnor


Produção audiovisual

https://www.youtube.com/c/TodoOusadoMasAindaN%C3%A3oOusouComerUranio1/


Entrevista


Nando, quando surgiu o seu interesse pela poesia?


Sempre gostei de escrever, mas em 2018, após uma crise de depressão, comecei a me interessar por poesia. Eu sentia como se estivesse expurgando todos os demônios que atormentavam minha mente e a partir daí fui pegando gosto pela coisa.


Entendi, foi um processo libertador então. Qual foi o momento exato em que decidiu se profissionalizar?


Ainda em 2015, percebi minha paixão pela criação de histórias, mas me sentia inseguro sobre a vida profissional nesse campo. Eu me questionava até mesmo se possuía vocação para tal, mas em 2019 joguei todas as inseguranças pra longe e caí de cabeça na melhor decisão da minha vida


Pode resumir pra gente sua formação artística e sua relação com a arte?


Participei de algumas oficinas de teatro e também sou estudante de cinema e audiovisual.Quanto à arte, hoje, com 22 anos, não consigo me imaginar longe do universo da linguagem. Amo a arte pela forma como ela é capaz de mexer com as emoções humanas e aproximar os indivíduos através dessa identificação universal dos sentimentos.


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