Ravena, de Juliana Zanotta

Atualizado: Mai 25


@ilustrezanotta

Vamos conhecer um pouquinho dessa obra de Juliana? Juliana desenha desde criança e aos 16 anos entrou em um curso de mangá, um estilo de desenho que é caracterizado principalmente por personagens de olhos grandes, corpo longilíneo e ângulos bem distintos.

É possível perceber essas características pelos olhos, queixo triangular e corpo esguio de Ravena.


Essa ilustração não foi terminado por uma boa razão. Juliana, enquanto a desenhava teve o auxílio de seu filho, de cinco anos, que fez as linhas amarelas no rosto da personagem e pediu para deixar o cabelo daquela forma. A obra acabou sendo um esboço com um toque especial e a finalização da obra mostra alguns detalhes interessantes. Um deles é a técnica minuciosa da artista e o outro é a delicadeza que se esconde quando as cores fortes são colocadas no papel.



Conheça Juliana Zanotta


Juliana é uma artista carioca com uma trajetória plural que a levou a se entregar para as artes visuais, tem como marga registrada o estilo oriental. Ela cresceu rodeada por animais resgatados e essa relação com a natureza se reflete em suas ilustrações. É também mamãe de uma criança autista de cinco anos, que a motiva artisticamente, todos os dias.



Quando começou a sua relação com a arte, Juliana?


Minha experiência com a arte veio da infância. Comecei a desenhar por puro hobbie, cresci assistindo animes e, minha mãe sabendo que era algo que gostava, me apoiou - e adorou - quando comecei o meu curso de mangá. A partir dali, fui vendo que poderia ser possível construir uma carreira em cima das minhas artes e cá estou eu!


Como é a sua relação com o desenho, Juliana? O que a arte representa pra você?


Eu simplesmente amo desenhar, até quando me estresso ao desenhar pés fora de proporção, lá no fundo, eu ainda estou me divertindo. A minha arte, é um eterno processo de criação. A fase que me encontro agora é a de buscar mais confiança para que minha arte consiga transmitir toda a atitude que procuro. Mas além disso tudo, significa tranquilidade. Em épocas de bloqueio criativo ou quando estou sem tempo para desenhar, me sinto muito inquieta e muito estressada. Meus desenhos e ilustrações são minha forma de transmitir tudo que estou sentindo.


E tem alguém que use como referência?


Tenho alguns artistas que me inspiram como Scarlath Louyse, Carmen Saldana, Lisa Rossa, Mariana Massarani. Ao acompanhar esses artistas, além de buscar referências, eu busco um dia conquistar o mesmo que eles: transmitir tanto sentimento em uma ilustração que toque quem quer que seja. Sabe quando nos identificamos com algo? Então.


Como normalmente acontece o seu processo criativo?


Meu processo criativo é bem flutuante. Tem épocas que a inspiração só vem quando estou triste demais e a única forma de colocar pra fora é ilustrando. Quando animada demais e PRECISO desenhar para conseguir me acalmar. estou andando na rua e vejo algo que dá um brilho nos meus olhos e eu tenho que fazer a minha releitura. Acho que a única coisa que todos esses processos têm em comum é que quando estou desenhando, gosto de sentar no meu cantinho e esquecer do mundo. Primeiro eu desenho no papel, depois digitalizo e aí uso o Procreate ou vetorizo no Illustrator. O papel me ajuda a entender melhor a forma do que pretendo ilustrar.


Você pode contar um pouquinho pra gente sobre a sua formação artística?


Aos 16 anos comecei meu curso de mangá. Fiz a base toda do curso, mas infelizmente não pude ir até o final porque a professora teve que se mudar de cidade. Até tentei continuar em outros cursos, mas não consegui. Um beijo, Sylvinha rainha.

Comecei a ter aulas de desenho para a prova de habilidade específica (THE) para ingressar na faculdade. Fiz alguns meses de curso e consegui minha vaga na faculdade. Fiz um semestre de história na UERJ, mas passei para Design. Em 2013 comecei minha saga como estudante de Comunicação Visual Design na UFRJ. Entre indas e vindas, trancamentos e destrancamentos de matrícula, eu finalmente vi que é nessa área que quero estar. Estou no final do meu curso.


Pra gente finalizar, que conselho você daria para quem está começando agora?


Se eu tenho um conselho pra dar, só pode ser: se joga! Desenhe sempre que der vontade, ilustre tudo que vier na cabeça. Anote suas ideias, estude sempre e NÃO JOGUE NADA FORA! Achei ilustrações minhas lá de 2012 e adivinha? Amei o conceito, peguei e "atualizei". É muito divertido conseguir acompanhar esse crescimento e ver que estamos evoluindo sempre aos pouquinhos em direção ao nosso próprio estilo.


Onde podemos encontrar mais do seu trabalho?


Você pode me achar por aqui:

Facebook: Juliana Zanotta

Instagram: @ilustrezanotta

Behance: behance.net/jubilationz Devianart: jubilationz


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