Resenha de Amor mais que perfeito

Atualizado: Abr 24

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“Refletia ainda sobre o fato de Gregório não ter visto as ruínas da Igreja e sim como um projeto arquitetônico semelhante à Igreja de São Francisco Xavier. Mas as Igrejas em absoluto tinham o mesmo aspecto. Eu mesma via a Igreja em toda a sua plenitude e já não vi as ruínas de quando lá cheguei.” O livro Amor mais que perfeito de Michelle Paranhos é do gênero realismo mágico. A protagonista é Micaela, uma psicóloga e artesã que recebe uma ligação da bisavó, chamando-a para resolver algumas questões familiares no Vale Olho d’Água, uma propriedade da família quase isolada do resto do mundo.


Apesar de ter alguns casais no centro do enredo, não é um livro de romance, como foi minha primeira impressão. Fui surpreendida quando, no meio do livro, percebi que a história era muito maior do que parecia, do que eu esperava, e gostei bastante dessa surpresa.


Os primeiros capítulos são curtos, mas logo o leitor chega ao centro dos acontecimentos. Onde ele encontra uma trama complexa, conectando os personagens sobre um contexto baseado na religião Espírita, mas também com referências fortes ao Judaísmo e a religião Wicca. A riqueza de detalhes deixa evidente o cuidado que a autora teve com as pesquisas para escrever esse livro. Não apenas com as religiões abordadas, mas também com eventos históricos que foram incorporados ao enredo e a relação complexa dos personagens através das encarnações.


A história me conquistou pelos detalhes, pois realmente é visível o empenho da autora em tecer essa trama com todas as ferramentas que tinha à disposição. Minha boa impressão do livro só aumentou ao ler a apresentação, onde a autora fala sobre suas inspirações para a história e ler sobre os “recortes” da realidade que a originaram. Isso tudo deixou o livro um pouco mais encantador.


Então é isso, eu com certeza indico o livro para quem gosta do gênero, acredito que a leitura será bastante proveitosa.


Por Diana Pinto

Conheça a autora


Michelle Paranhos é escritora, critica literária e blogueira. Uma contadora de histórias que flui através de gêneros literários enquanto mergulha em diferentes culturas. É autora de muitas obras, sendo "Amor mais que perfeito" seu mais recente trabalho.

@michellelouise.paranhos

Michelle, você é autora de muitos livros já, né? Quantos ao total e em quanto tempo mais ou menos você produz os seus livros.


Então. Eu publiquei meu primeiro livro — Ponto de ressonância —, e de lá pra cá foram um ou dois por ano, em média. Acredito que desde o meu início, já possuo uns nove livros publicados.


Vamos voltar um pouco nos seu passado. Quando vc decidiu que queria ser escritora? Que queria começar a escrever seus livros?


Eu me aposentei por motivos de saúde, saí da área da educação em 2011. Eu era professora primária e também lecionava aulas de piano para crianças. Então, por ordens médicas eu abri uma página na rede social Facebook. Comecei a escrever meio que para relaxar e cuidar da saúde mental. Com isso descobri uma nova carreira. Nesse início eu escrevia pequenos contos. De repente começaram a pedir um livro com meus contos e crônicas e em 2015 arrisquei escrevendo Ponto de Ressonância, um romance dramático. Isso tudo aconteceu por muito apoio de meu marido.


E como é a sensação de entrar nesse mundo das letras?


Eu nem imaginava que iria um dia me tornar escritora de fato. Mas fico muito feliz por ter tido o apoio que tive e por fazer parte desse universo literário!


E sobre as suas leituras Michelle, quais leituras vc normalmente utiliza como referência para escrever?


Bom. Gosto muito mesmo de Erico Veríssimo, Clarice Lispector e Hermam Hesse. Na literatura juvenil e infanto-juvenil, gosto de Ana Maria Machado , Cecília Meirelles, Ruth Rocha, Pedro Bandeira e Lygia Bojunga. São meus ídolos literários e referências.


Poucas pessoas tem referências de livros infanto-juvenis. Você pode nos recomendar alguns?


Claro! A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga, BisaBia BisaBel da autora Ana Maria Machado, e Ou isto ou Aquilo da autoria de Cecília Meireles. Estes são meus livros preferidos


Como normalmente é o processo de escrever um livro Michelle? Como uma autora experiente, eu imagino que você tenha algum processo padrão.


Tenho sim. Inicialmente trabalho por associações, as ideias surgem, vou anotando e fazendo inter-relações. Depois faço roteiros, planejamentos, resumos esquemáticos e perfis de personagens.


Quanto mais é necessário aprofundar os assuntos, mais uma planilha com assuntos trabalhados no livro se torna necessário, para não incorrer depois nas temidas incoerências e incongruências.

Depois de planejar tudo isso só então eu começo a elaborar personagens para que eles contém a história imaginada.


Quais os gêneros que você escreve? E qual prefere escrever?


Bom. Realismo Mágico, romance dramático/dramas psicológicos. Tenho um romance biográfico e literatura juvenil. Para crianças em parceria com minha filha, escrevi uma ficção científica : Julia e Marcos em uma grande Aventura nas Galáxias.


O você diria ser um diferencial de seus livros? Como algum assunto especial ou tipo de narrativa?


Um tema que gosto muito em meus livros é tratar de diferentes culturas. Gosto de trazer diferenças culturais e mostrar histórias de imigrantes aqui no Brasil porque por décadas recebemos imigrantes de diversas partes do mundo. Em Tsara eu abordei o universo cigano. Em Amor mais que Perfeito falei sobre a cultura italiana, a alemã o judaísmo, os Wiccas e os Celtas. No conto: O Sopro do Dragão, eu falei do primeiro ano novo chinês comemorado aqui no Rio de Janeiro em 2017. Claro que sempre tem uma história de amor ou intriga ou disputas por trás né? Mas é apenas pano de fundo para abordar os mais diferentes assuntos sem ter o aspecto didático.


Pode me falar um pouquinho sobre os seus projetos futuros?


Estou concluindo o meu próximo livro. Será o primeiro Young Adult. Apenas aguardando as últimas ilustrações ficarem prontas. O nome é A Revolta do Cajuzinho e a história vai abordar o aspecto familiar, relações com familiares idosos, dentre outros assuntos. Provavelmente estará disponível ainda no primeiro semestre desse ano.

Além disso estou concluindo um romance juvenil em parceria com Lorena Paggioli. Pretendemos lançar esse ano também.


E outro trabalho que estou desenvolvendo em parceria com ela são contos e cenas contadas através de um aplicativo de Anime chamado Gacha Life. Embora não seja propriamente livros mas não deixa de ser um projeto literário por ter histórias encenadas apenas com uso de apelo gráfico


Michelle, tem algum conselho que você daria pra você mesma quando estava escrevendo o seu primeiro livro?


Sim ! Não tenha pressa em publicar seu livro. Peça para leitores betas lerem e criticarem e se puder, invistam em análise crítica. É muito importante.


Muitos autores procuram o apoio de revisores, diagramadores e bons capistas mas nada disso será realmente importante depois que o leitor começar a ler. Ele pode até perdoar um erro de digitação, mas prezar pela verossimilhança é importante. E não desista !


Encontre a autora através de suas redes!


Instagram:

@michellelouise.paranhos


Facebook:

Michelle Louise Paranhos


Kindle:

Loja Kindle da Michelle Paranhos

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