Mar dos Lamentos, de G. M. Rhaekyrion

Atualizado: Abr 25

Mar dos Lamentos” é um romance de ficção da autora G. M. Rhaekyrion. Teve a sua primeira edição em Dezembro de 2020 pela Chiado Books contendo cento e quatorze páginas. A obra encontra-se dividida em três partes, interligadas entre si pelos seus protagonistas procurando por vingança.


A primeira parte conta sobre a vingança de Belata, uma mulher que vê sua filha recém-nascida roubada à nascença pelo mago Valén. Anos mais tarde vinga-se matando a esposa do mago, Anita, e faz justiça matando também o causador do seu sofrimento. Porém, o final da história de Belata não é feliz. A filha não a reconhece e uma luta final é travada com a sua própria descendente. Este conto possui apenas um capítulo único.


A segunda parte contém oito capítulos escritos em numeração romana e conta a história de Luckarty, um homem que regressa à cidade de Spenyn para se vingar da mulher que o criou: Pamela, uma mulher dona de um famoso bordel da cidade. Após ser encontrado pela moça Luckarty, leva uma vida de sofrimento e dor. Ele se esconde de soldados que o procuram por ter matado um nobre tecelão, muito rico, e decide fugir do bordel, a mando de Pamela. Após uma situação complicada com um cliente acaba por ficar com uma pedra poderosa cravada num dos braços. Cedo percebeu que a sua mãe de criação o tinha enganado e que, na verdade, queria lucrar com aquela pedra.


A terceira e última parte fala da vida de Dandara, uma jovem adolescente que se apaixona por uma moça chamada Nina. Os pais, preconceituosos, não aceitam a relação e as amizades que a menina têm. Dandara fica triste, irritada e só pensa na avó Rosinha, falecida há dois anos. O pensamento de vingança chega à personagem, relatado num capítulo único.


Um aspecto interessante é a forma como o título se interliga com os enredos dos protagonistas do livro. “Mar dos Lamentos” é apresentado indiretamente como o lugar para onde vão as almas levadas pela Ceifadora, figura também mencionada pelos personagens. A morte encontra-se bem presente nas três partes da obra.


A linguagem é acessível a todos, porém a aparição de certas personagens pode fazer com que a leitura não seja aconselhável a todos os tipos de leitores.


A obra é do gênero alta fantasia e todas as histórias são narradas pelos seus personagens, onde o leitor consegue ter acesso aos seus pensamentos, desgostos e até às memórias. A autora, G. M. Rhaekyrion, descreve com perfeição todas as ações de seus personagens.


Considero esta obra muito interessante, até mesmo para quem não aprecia o gênero de fantasia. É um livro de leitura fácil e rápida, onde o leitor passa por bons momentos.

Por Diana Pinto



Conheça Gabi Rhaekyrion


Gabriela Rhaekyrion é uma escritora de ficção e fantasia, formada em biologia, seus conhecimentos científicios são sua fonte primordial para a construção de criaturas, raças e seres diversos. Atualmente sustenta um blog de Escrita Criativa para escritores iniciantes e mantém um fluxo contínuo de contos em seu instagram.


Quando surgiu a ideia de escrever mar dos lamentos?


Mar dos lamentos nasceu com meus contos para o blog. Quando vi, já tinha o suficiente de contos para transformar em um livro. Então apareceu um concurso do SESI, peguei os contos e comecei a editar para fazer o livro. Minha esposa é revisora e trabalhamos juntos na edição, o nome que resolvemos colocar foi "Mar dos Lamentos".


Por que escolheu esse nome?


O nome é especial porque é uma espécie de reino do meu mundo. Ele pertence ao submundo onde vive a ceifadora e é lá que as almas ficam reservadas. As almas contam suas historias quando a ceifadora mergulha no mar dos lamentos.


O que levou você a fazer um blog e quando isso aconteceu?


Eu trabalhava como uma redatora na área de entretenimento, saúde e emagrecimento para um blog de noticias, o Folha Hoje. Após essa experiência, decidi criar um blog para ter uma área para postar meu conteúdo e de ter um contato direto com meus leitores. Hoje, no meu blog, eu falo sobre minha rotina, inicio, bastidores, resenhas e entrevistas nacionais.


O blog nasceu em 10 de julho de 2020 e foi justamente na época da pandemia, que me atingiu de forma severa e eu resolvi criar o blog, tanto pela divulgação quanto pela necessidade de ter as áreas: profissional e entretenimento.


A ceifadora é um tipo de narradora? Como ela se encaixa no seu livro?


Sim! Ela é uma entidade etérea de todos os meus mundos. Está presente nos universos que crio e a usei como narradora. Como se ela estivesse assistindo a essas histórias


Como você vê o mercado literário de fantasia atual?


Fiz vários cursos de escrita criativa e dentro dos cursos percebi a falta de informações sobre o mercado editorial. Participei de vários eventos literários, podcasts e lives. O que vi é que as pessoas mais antigas enxergam o mercado de um jeito tradicional. Selecionam a dedo os livros que fogem da ficção e se voltam para alta literatura. Mas eu pensei, se as editoras nacionais só selecionam alta literatura porque os livros de ficção são os mais vendidos no mundo todo?


Ano passado, durante a semana do escritor, o Rafael Magalhães proporcionou entrevistas com escritores contemporâneos para falar do mercado atual. Dentre os nomes, estavam no evento: Baby Pontello, a criadora do "Obrigado, de nada"; Walcyr Carrasco, autor de "Cravo e a Rosa" e "Chocolate com Pimenta" e outros. Algumas pessoas de peso dentro da literatura comentaram que a publicação independente mudou a vida de muitos escritores.


Se pararmos pra pensar nos últimos anos tivemos uma ascensão muito grande de publicações proporcionadas pela facilidade da Amazon, KDP e e-book. Isso fez com que a literatura se tornasse mais democrática. Hoje você escreve para quem realmente quer te ler. Então eu acho q a fantasia precisa ser muito valorizada, é preciso mais concursos como a da Darkside e de editoras como a Jambô, que é voltada para RPG e fantasia.


A última pesquisa que saiu a respeito de vendas de livros mostrou como se aumentou na pandemia, porque as pessoas leram mais, então, apesar do nosso Brasil ainda ser um país de poucos leitores, percebemos que não é só questão de falta de interesse, mas de falta de tempo e de democratização da literatura.


É difícil chegar para um adolescente e convencê-lo a ler um livro mais robusto, como um clássico, mas se você apresentar um infanto-juvenil, eles vão criar o hábito de leitura. Existe a falta de incentivo que converse com a linguagem da atualidade, porque as gerações funcionam de forma diferente.


Como você lida com seu público?


Bom, eu me resumia ao meu clã de RPG, eram apenas amigos e pessoas próximas que me conheciam de fato. Quando resolvi abrir meu Instagram para divulgação e de fato colocar minha cara no sol, percebi que tinha leitores e isso foi muito bom! Eu lido de forma natural, trato todos como amigos, tento manter o máximo de contato possível, pois adoro conversar sobre minhas histórias e literatura de um modo geral.


Você já falou sobre incentivar a leitura de acordo com a idade. Qual outra forma você pensa ser eficaz para incentivar as pessoas a lerem?


Acredito que o uso da tecnologia ajuda muito nisso, a questão de usar a arte junto a escrita, os booktrailers, ressaltar a importância de ler e o hábito, claro. Porque na vida tudo é questão de hábito. Quando vc incentiva alguém a ter um hábito, ressaltando as vantagens daquele comportamento e com interações divertidas (metas de leitura, rodas de leitura, troca de leitura com amigos e etc) fica mais fácil de aderir.


Me fala um pouquinho sobre as suas referências Gabi.


A escrita estava dentro de mim desde sempre, eu via o mundo como uma aventura e eu desejava viver dentro dessas jornadas que se passavam em minha cabeça. Com a maturidade e a leitura, comecei a desejar ser como aqueles escritores, mesmo não tendo muita consciência de ser esse o meu sonho ou o meu desejo. Só despertei para isso há pouco tempo. Faz só 3 anos que me dedico integralmente a escrita e nesse tempo eu tenho muita inspiraçãoFelipe Castilho, "Robin Hobb", Larissa Molina, "Fábio Higst", Marion Zimmer, Tui T "Asas de Fogo", Rafael Magalhães e Stephen King, meu mentor eterno. Me inspiro em histórias marcantes e em pessoas que fazem a diferença, então é bem difícil escolher uma pessoa só.


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