Vamos resenhar?

Independente de qual lado literário você esteja, existe um gênero textual fundamental para você: a resenha. E no que consiste a resenha? Para muitos pesquisadores da língua ela pode ser descrita como um resumo crítico. Certo, isso ainda não favorece a compreensão total do que esse gênero significa, então vamos fragmentar para facilitar para vocês.


Imagine-se como um leitor à procura de um novo livro para ler. Decerto você dará de cara com dois gêneros textuais voltados para essa função sintética. Um deles é a sinopse, que é também um breve resumo para apresentar a obra e é encontrada ao lado da capa do livro. O outro é a resenha. Caso encontre uma boa resenha, terá informações iniciais sobre qual é aquele tipo de obra. Logo no início será dito o título, o autor e algum comentário mais geral. Eu, particularmente, gosto também de apresentar a estrutura narrativa, a quantidade de capítulos e de páginas nesse início. Acredito que isso facilite a percepção do leitor sobre a possibilidade ou impossibilidade de leitura.


É preciso entender que há alguns tipos de resenhas, mas aqui estamos falando sobre a resenha crítica, com a intenção de despertar o interesse pela leitura. Entramos, pois, no desenvolvimento, onde a função do resenhista é apresentar a história principal, situá-lo. Onde se passa o enredo? Em que tempo é contada essa história? E, os elementos principais da história são descritos neste momento: os personagens, protagonistas e antagonistas. Conseguir atrair a empatia do leitor pelo arco do protagonista é uma boa estratégia. Lembre-se de não revelar o desfecho do clímax. Se fizer isso, tirará toda a tensão causada pelo mistério. Mistério este que serve para fisgar o leitor.


A última parte da resenha é feita na análise da obra. O resenhista revela neste trecho as suas principais impressões, o público alvo a que se direciona, além de informações sobre o gênero no qual a obra se encaixa e de que forma isso ocorre. Esse tópico é marcado pelo subjetivo, ou seja, é algo pessoal e íntimo.


Como qualquer outro leitor, o crítico irá ter sua própria percepção sobre o que leu. Essa percepção é influenciada pelos seus aspectos emocionais, psicológicos e também de experiências anteriores. A opinião do resenhista será subjetiva a do outro, portanto, pessoal e, por vezes, diferente.


A partir disso, a visão do resenhista pode motivar ou desmotivar um consumidor, mas, também, haverá uma gama de opiniões e críticas diferenciadas sobre um mesmo produto (seu livro). Embora isso possa levantar um segundo questionamento – como saber se esse livro é realmente bom com tantas opiniões diferentes sobre ele? – ainda haverá informações técnicas que são suficientes para atrair leitores, seja o gênero da obra, tempo de leitura ou ainda de dados do autor.


Bookstagrammer, Booktoker, Booktube, independente da plataforma para resenhar é importante buscar manter a qualidade de suas resenhas, tanto para atrair mais obras de qualidade quanto para direcionar os leitores de forma mais eficaz.



Artigo por Dara Cazimiro e Elisa Fonseca

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