Se todas as Rainhas estivessem em seus tronos: uma proposta inovadora dos contos de fada


Recentemente lançada, a Antologia best-seller, Se Todas as Rainhas Estivessem em Seus Tronos, é uma coletânea de re-contos de fadas. Nela vemos protagonistas femininas, guerreiras e inspiradoras com histórias de superação, amor e autoconhecimento. Histórias que revelam que as mulheres podem sim ser salvas por si mesmas; que o amor fraterno pode ser um processo de cura; que a subjugação não é uma regra a ser seguida; que o amor romântico não é um caminho para a cura de tudo, mas sim um complemento para a vida.




Analisando a grandiosidade dos temas abordados na referida Antologia, cabe aqui mencionar o quanto é necessário haver esse movimento de repensar os Contos de Fadas, os quais não foram criados, a priori, no intuito de entreter, mas sim de educar, no caráter moralizante. Portanto, aqui se faz necessário um panorama da história dos Contos de Fadas, que segue a seguir.


A origem dos contos de fadas e seu objetivo


A denominada Literatura Infantil escrita teve como marco inicial as criações de Charles Perrault na França, no século XVII e também as produções literárias dos Irmãos Grimm no século XVIII na Alemanha. Nessa época, havia uma maior valorização da cultura popular. Dessa forma, os contos insólitos eram contados nas praças ou em encontros familiares, no intuito de serem temíveis e pedagógicos. Nesse sentido, por meio do lúdico, o objetivo principal consistia em doutrinar as crianças, às quais eram consideradas adultos em miniatura.

No caráter moralizante, as histórias eram contadas pelo povo, em linguagem acessível, sempre defendendo o maniqueísmo, ou seja, o bem vence o mal, com o final “felizes para sempre”, no sentido de docilizar as histórias em seu término. De acordo com Coelho (1991), a literatura infantil surgiu na tentativa de descrever as origens da realidade histórica nacional e no que tange à representação do feminino, as histórias da época denotam a passividade da mulher, quase que sempre submissa ao poder masculino, exceto em .


Corroborando, de acordo com Michelli (2009) “as personagens estruturam-se como figuras modelares do comportamento feminino desejado pela sociedade da época”. Assim, o feminino representa os estereótipos estabelecidos pela convenção social estabelecidas temporalmente nas narrativas infantis, podendo ser patriarcal, liberal, dentre outros parâmetros.


Contos e autoras


O Amor Aribeliano - Laís Napoli

Aurora & Fryda - Marina Rezende

A Princesa Sem Reino - Tay Alvez

Um Novo Alvorecer - Thamires Santos

O Canto Amargo da Lua - Helen V. C. Gaudencio

Oceano de Tormentos - Franciely Oliveira

Não Conte Poesia aos Mortos - Yasmin Kader

Ferro de Bruxa - Sabrina Silva

O Sol Atrás da Ira - Isabella Maciente

Entre a Água e a Areia - Laura Reggiani


A dedicatória fala a proposta da obra por si só:


A Todas aquelas que não se contentam com o mínimo. Acreditamos em você, no seu potencial e, acima de tudo, no seu espírito inquebrável”.

Em resumo, é uma antologia que evoca os Contos de Fadas, mas dando um ar contemporâneo às histórias e incitando à reflexão sobre as temáticas abordadas: violência à mulher; subjugação; falta de amor-próprio; autoestima e etc...


A obra encontra-se disponível na Amazon, pelo Kindle Unlimited.

Referências


MICHELLI, Regina Silva. Embates e enlaces do feminino em contos de Grimm. Darandina Revista eletrônica, v. 2, n. 1, p. 1-13, 2009.


COELHO, Nelly Novaes. Panorama histórico da literatura infantil/juvenil: das origens indo européias ao Brasil contemporâneo. 4 ed. Ática, 1991.


Resenha por Patrícia Albarello
Edição e revisão por Elisa Fonseca




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